16 julho 2012

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“Não vim nesse mundo para fazer qualquer coisa”, diz Paula Fernandes

Por Cristiane Bomfim


Divulgação/site da cantora

O cenário quase teatral do show apresentado em maio no Credicard Hall por Paula Fernandes no lançamento da turnê Meus Encantos está sendo levado para a estrada. E é justamente o cenário de fantasia, pensado pelo cenógrafo Gringo Cardia, o ponto forte das apresentações da cantora que já vendeu mais de 350 mil cópias do seu novo disco.

Uma meia lua que vira banco da cantora em um céu cheio de estrelas que dão a sensação de três dimensões. Uma enorme barra de saia pendurada no teto do palco, quando Paula canta as músicas mais animadas. Para a cantora, os shows têm que ser espetáculo.

“Eu não vim nesse mundo para fazer qualquer coisa. Acho que é importante a gente dar o melhor. E no meu show, estou oferecendo o melhor que posso”, disse a cantora ao JT no último sábado, 14, antes de subir no palco da Estância Alto da Serra, em São Bernardo, na região metropolitana de São Paulo.

Ela explica que escolheu Gringo Cardia por querer que a nova turnê fosse “o mais teatral possível” e que agradasse tanto as crianças quanto os adultos. “O show tem que ser espetáculo. Eu não quero passar só a minha música, como artista, quero mostrar minha música de uma forma mais concreta”, disse. Gringo Cardia foi responsável, por exemplo, pela cenografia do espetáculo Ovo, que circulou o mundo com o Cirque du Soleil em 2009. A obra foi escrita e dirigida pela coreógrafa Deborah Colker.

“Queria um show que deixasse bem claro essa minha essência de fantasia, desse universo que é quase infantil mas ao mesmo tempo traz uma magia para o adulto também. Quem não gosta de ver alguém sentando numa lua, né? E trazendo elementos que são importantes para mim e fazem parte da minha história. (O show) tem uma pedra, cachoeira, tem cavalo. Então, ali sou eu. E o mais importante é que eu não vim nesse mundo para fazer qualquer coisa. Eu acho que é importante a gente dar o melhor. E no meu show, estou oferecendo o melhor que posso.”

A cantora também disse que não se preocupa em bater a marca dos 1,7 milhão de CDs e DVDs vendidos com o trabalho ao vivo. “Não me cobrei porque as pessoas já me cobravam isso no início. Diziam: ‘Poxa tem que ser igual’. Por que tem que ser igual? Cada projeto é único e exclusivo e retrata um momento que eu estou vivendo. Nós já fizemos um feito com 1,7 milhão de cópias. O que vier agora vai ser lindo. Já fiquei surpresa quando soube dos 250 mil copias em cinco dias. Isso para mim foi um acontecimento. Agora, se acontecer será muito bem vindo”.

A jovem cantora diz ainda que a grande vendagem do trabalho anterior é uma prova de que é possível combater a pirataria. “Convido a todos a continuar nessa união para vencer a pirataria. E não é só comprando o meu disco. É comprando todos os outros projetos. Porque eu sei o trabalho que dá”.

Questionada sobre o fato de ser hoje a única cantora sertaneja de sucesso no país, Paula Fernandes afirmou que espera ter encorajado outras mulheres: “Eu sempre fui muito direcionada, determinada com as minhas coisas. Outra mulher pode aparecer no próximo segundo, daqui dois, três segundos. E eu espero estar encorajando mulheres com talento a seguirem carreira mesmo porque é muito difícil. Aí sim eu sofri preconceito, porque eu era pequena, porque eu era criança e menina que compunha e tocava. E esse preconceito vem sendo vencido com o apoio dos homens. Porque uma mulher não vem para tomar o lugar do homem e sim para somar”.


Depois de ter esgotado os ingressos no lançamento da turnê Meus Encantos, Paula Fernandes repetirá o show no Credicard Hall nos dias 19 e 20 de outubro.

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